quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Pró-verbos

Amálgama de tempo e espaço, a arte cria o artista

Referências:
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, Walter Benjamin.
GARRAMUÑO, Florência. Práticas da Impertinência.
FELINTO, Renata. Não brancos, não héteros, não homens. Não me vejo, mas existo: a sub-representação das minorias na arte brasileira.
HEINICH, Nathalie. Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico

"Somos a teia e somos quem a tece"

Por ser ritualístico deixa de ser arte?
Quando canto para a Terra, é só oração?
Quando danço, em transe, que não-arte produzo?

Referência:
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, Walter Benjamin.
GARRAMUÑO, Florência. Práticas da Impertinência.

Entrelaçamentos

Quando tudo parece perdido e já nada faz sentido, eis que me vem essa lembrança. A certeza de que cada vida muda outra vida e que o encadeamento de intersecções se segue por milhares de anos e nada vai parar. Quantos amores e desamores houveram para que eu possa hoje amar? Quantas vidas compuseram a minha vida e permanecerão compondo, quantas vidas eu também ajudarei a compor? Todo toque que houve em minha vida será levada para um outra vida e adiante por todo o tempo do mundo. Toda porta que abri, todo amor que amei se repetiu antes e repetirá até o fim dos tempos dentro da infinidade de cada segundo, tudo ao mesmo tempo. Viverei ainda lutas que atravessam milênios, de almas que virão antes e vieram depois. Conhecerei ainda grandes amores já conhecidos de tantos dias antes, depois, durante. Como tocarei alguém? Que tocarei adiante por milênios, que ideias prolongarei ad infinitum? Que liberdade ajudarei a projetar no futuro e que prisões serei incapaz de quebrar?

Meu coração ganha existência.



Referências:
GARRAMUÑO, Florência. Práticas de Impertinência.
FELINTO, Renata. Não brancos, não héteros, não homens. Não me vejo, mas existo: a sub-representação das minorias na arte brasileira.

Por que não houve grandes mulheres artistas?

Imagens retiradas do Google

Em "O conto da aia", série inspirada no livro homônimo de Margaret Atwood, após um golpe fundamentalista, uma parte dos EUA passa a viver um regime marcado pela opressão das mulheres. Uma das leis deste regime torna proibida a leitura para mulheres. Esta obra nos ajuda a pensar sobre "por que não houve grandes mulheres artistas?", com a cultura voltada para a construção de uma feminilidade que não inclua o incentivo à arte como esperar que mulheres possam lapidar suas habilidades para a feitura de obras? Apenas através da ideia fantasiosa de que arte é uma habilidade inata seria possível esse surgimento. Como escreverá um livro alguém que não sabe escrever?


Referências

NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas?
GONÇALVES, Bianca. Ser um Escritor Ruim é Privilégio Branco

Bacuralizemos




Imagens retiradas de @bacurau_memes
Imagem retirada de @salvadormeuamor


Em tempos de reprodutibilidade técnica, a arte sai do lugar de culto e se torna algo a ser multiplicada, reproduzida e difundida em larga escala. Filmes, músicas, textos e memes buscam o maior número possível de reproduções. Nesse contexto nos resta a pergunta, que norteia toda essa matéria e me fez refletir diariamente nesses meses: qual é a arte que quero reproduzir, divulgar, quem são essxs artistxs que quero incentivar?


Referências:
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica.
FELINTO, Renata. Não brancos, não héteros, não homens. Não me vejo, mas existo: a sub-representação das minorias na arte brasileira.
RANCIÈRE, Jacques. Política da arte.

“Tanto que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas”


Referência
NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas?
HEINICH, Nathalie. Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico

Ironias




Referências:
HEINICH, Nathalie. Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico
FELINTO, Renata. Não brancos, não héteros, não homens. Não me vejo, mas existo: a sub-representação das minorias na arte brasileira.